A Glória de Deus revelando sua Santidade

segunda-feira, março 14th, 2016

Texto Bíblico: Isaías 6: 1 – 8.

1. INTRODUÇÃO
Geralmente quando falamos sobre a santidade de Deus nas igrejas, fatalmente nos prendemos ao aspecto ético dela. Essa compreensão está correta, mas é incompleta, dada a amplitude do termo.

Levando em consideração de que a palavra hebraica para “ser santo” é qadash e significa “cortar” ou “separar”, transmitindo o aspecto de supremacia e transcendência, a ideia bíblica dada para Santidade é dupla: original e ética.

  • Aspecto original – Deus é separado de todas as suas criaturas, e é exaltado acima delas em majestade infinita (Êx 15.11; 1Sm 2.2; Is 51.15). Sendo assim, Deus é santo em tudo aquilo que o revela, em sua graça e bondade, como também em sua ira e justiça;
  • Aspecto ético – A ideia aqui também é de “separação”, mas neste caso, é a separação do pecado. Esse aspecto não pode ser desassociado da ideia da majestade santa de Deus, e transmitindo a pureza majestosa de Deus.

Ao mostrar a visão de sua glória para Isaías, na verdade, Deus revelou sua santidade majestosa ao profeta. Vejamos o que diz o texto bíblico!

2. EXPOSIÇÃO

1 – OS MARCOS DA VISÃO (Isaías 6: 1).
“No ano em que morreu o rei Uzias”. O rei Uzias reinou por 52 anos e morreu em 740 a.C. Ele foi um bom rei, mas degenerou já perto do fim de seu reinado e foi julgado por meio de uma lepra.

“Vi o Senhor”. É claro que Isaías não viu Deus, literalmente, porque isso é impossível (João 1.18). Aqui acontece mais um exemplo de antropomorfismo (explicação no áudio).

2 – A PUREZA AO REDOR DO TRONO (Isaías 6: 2).
A presença dos anjos denota a pureza e brilho em torno do trono de Deus.

A distribuição das 06 asas dos serafins apresentam algumas lições sobre a forma como os anjos serviam a Deus.

  1. “Duas cobriam o rosto” – Deus é tão santo e elevado que não pode ser contemplado diretamente pelas suas criaturas;
  2. “Duas cobriam seus pés” – com os quais serviam humildemente a Deus;
  3. “E com duas voavam” – Sendo capazes de realizar tarefas impossíveis para os homens.

3 – SUPERLATIVO DA SANTIDADE (Isaías 6: 3).
O tríplice “santo, santo, santo” enfatizava, com sua repetição, a elevada santidade de Deus, separando-o completamente das divindades pagãs. Acontece que no idioma hebraico não havia grau superlativo, e a repetição de uma palavra era um dos mecanismos para obter essa noção.

Portanto, o nosso Deus é santo, elevadamente santo, infinitamente santo, puramente santo, majestosamente santo… Incompreensivelmente Santo!

4 – O AMBIENTE REAGE À SANTIDADE DE DEUS (Isaías 6: 4).
As ações que se seguem na visão demonstram que nenhum lugar permanece o mesmo quando Deus se faz presente. A fumaça simbolizava a presença de Deus que era vista e sentida, conforme permitido (cf. Salmos 18.7-8; 97.2-5).

5 – O HOMEM REAGE DIANTE DA SANTIDADE DE DEUS (Isaías 6: 5).
Ao se deparar com a santidade de Deus, Isaías reage com um sentimento de completa insignificância e temor, com um senso de impureza, e consciência de pecado. Mesmo se o profeta fosse um homem santo, contudo era impuro, em comparação com a santidade de Deus.

A reação de Isaías é uma comprovação de que a santidade de Deus é completamente desassociada do pecado.

Dessa forma, já começamos a entender agora porque Jesus temeu no getsêmani (Mt 26. 36-39). Ele sabia que o nosso pecado atacaria e mancharia sua alma imaculada, causando uma ruptura entre ele e Deus. O fato de Deus ter abandonado Seu Filho na cruz também corrobora que sua santidade aborrece o pecado.

6 – PURIFICAÇÃO E CHAMADO MISSIONÁRIO (Isaías 6: 6-8).
Deus usa a figura do fogo (brasa acesa) para purificar Isaías de seus pecados. Após a aplicação do poder divino purificador naquele instante, nunca mais o profeta foi o mesmo.

A título de crítica aos diversos modismos criados para “avivamento” nas igrejas evangélicas de hoje, principalmente nas pentecostais, onde há uma busca desenfreada pelo “fogo do avivamento”, vale salientar que a consequência de um verdadeiro avivamento é uma vida de santidade.

3. APLICAÇÕES PRÁTICAS

  1. Quem é santo não sabe que é santo.
    • Porque o cristão que é santo reage como Isaías, dizendo: “Ai de mim”;
    • A busca pela autopromoção, autoflagelo ou estabelecimento de regras para a busca de santidade, é apenas uma ação desesperadamente religiosa do homem. E Deus não reconhece tais métodos.
  2. A verdadeira compreensão de “quem somos” se dá quando conhecemos a Deus (“Ai de mim”);
    • Toda compreensão que o homem tem de si mesmo é falsa. O homem só passa se conhecer, quando conhece a Deus” (João Calvino);
    • Por que? Quando o homem conhece a Deus, ele passa a se ver como Deus o vê.
  3. A pior tragédia que pode existir no povo de Deus é quando um cristão diz “Eis-me aqui” sem antes dizer “Ai de mim”.

3. CONCLUSÃO
Cheguemo-nos, portanto, com reverência e humildade diante do Deus elavada e puramente santo, reconhecendo nossa incapacidade e pecaminosidade; mas sabendo que, em Cristo, somos justificados e podemos ser santos como Ele é santo.

Por Linaldo Lima
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