Compartilhando Valores nas Redes Sociais

segunda-feira, abril 8th, 2013

Texto – Base: 1 Timóteo 4: 12
“Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza”

Mosaico-Redes-Sociais

Diante da temática proposta, surgem algumas perguntas que à nossa mente, tais quais: O que essa passagem bíblica tem a ver com o contexto atual dos jovens e das redes sociais? O que há em comum entre esses dois contextos? Que lições podemos extrair da vida de Timóteo para os jovens “conectados” de hoje?

Após analisar o contexto histórico e cultural da época de Timóteo, bem como suas características, enxergar que não só há muita coisa em comum, como podemos extrair muitas lições da vida desse jovem líder para os jovens cristãos de hoje, que estão inseridos no contexto das redes sociais. Principalmente lições relacionadas aos valores cristãos que temos (se temos), e que devem ser compartilhados nesse novo contexto.

Somado a isso, encontramos um artigo muito válido na internet sobre a história das redes sociais, de Natanael de Oliveira (http://www.natanaeloliveira.com.br/a-historia-das-redes-sociais/).

1. O Conceito das Gerações.
Precisamos compreender, antes de qualquer coisa, em qual geração acadêmica e tecnológica os jovens do séc. XXI se encaixam para, depois disso, fazer uma análise sobre suas características.

  • Geração Tradicional (Nascidos até 1946): Valorizam a lealdade, a disciplina e o respeito pela autoridade e pela hierarquia. Estas são características comuns a essa geração;
  • Geração Baby boomers (1946-1960): Gerações que vivenciaram os anos críticos do seu ingresso no mercado de trabalho, entre meados dos anos 1960 e fins dos anos 1970. Foram de progresso na maior parte dos países europeus, e por isso geraram grandes expectativas de sucesso. Atualmente, ocupam postos de maior responsabilidade nas empresas e se tornaram os maiores workaholics da história. O fenômeno yuppie nasceu também com essa geração
  • Geração X (1961-1979): É a primeira geração de maior preparo acadêmico e experiência internacional da história. Essa geração inicia uma ruptura com os processos formais típicos até então, exigindo um ambiente mais informal e o fim da autoridade hierárquica em prol de estruturas mais horizontais e flexíveis. São os pioneiros das políticas de flexibilidade e de conciliação. É uma geração rica em empreendedores, uma vez que a iniciativa pessoal se destaca em meio a um contexto de ceticismo diante das grandes empresas.
  • Geração Y (1980-1991): Foi a primeira geração da história a conviver com processos de tecnologias e por isso estão sendo chamados de Geração Mobile. Estes jovens não entendem facilmente o mundo sem estar conectados. São mais individualistas que as gerações anteriores e lutam por autonomia de opinião e de ação, colocando muitas vezes o lado pessoal acima das considerações de ordem profissional e social. São também chamados por alguns especialistas de “Conectados”.
  • Geração Z (Nascidos após 1991): Essa geração merece um destaque especial, pois ela é o foco principal desta ministração.
    • Uma geração que nasceu sob o advento da internet e do boom tecnológico e para eles estas maravilhas da pós-modernidade não são nada estranháveis. Videogames super modernos, computadores cada vez mais velozes e avanços tecnológicos inimagináveis há 25 anos: esta é a rotina dos jovens da Geração Z;
    • Seu mundo é tecnológico e virtual. Para eles é impossível imaginar um mundo sem internet, telefones celulares, computadores, iPods, videogames com gráficos exuberantes, televisores e vídeos em alta definição e cada vez mais novidades neste ramo. Sua vida é regada a muita informação, pois tudo que acontece é noticiado em tempo real e muitas vezes esse volume imenso acaba se tornando obsoleto em pouco tempo;
    • Outra característica marcante da Geração Z são problemas de interação social. Muitos deles sofrem com a falta de expressividade na comunicação verbal, o que acaba por causar diversos problemas principalmente com a Geração Y, anterior a sua. Essa Geração também é marcada pela ausência da capacidade de ser ouvinte.
    • Quando o assunto é carreira de sucesso e estudos formais, a Geração Z é um tanto quanto desconfiada, pois para eles isso é um tanto quanto vago e distante. Segundo especialistas, poderá haver “escassez” de médicos e cientistas no mundo pós-2020.

De acordo com esse conceito de gerações, muito usado em estudos sobre tecnologia, quanto mais para o final do alfabeto você se encontrar, mais “conectado” e “multitask” (e problemático) você será.

2. O Contexto das Redes Sociais.
Ao contrário do que muitos pensam falar de Redes Sociais não necessariamente significa falar de internet, o conceito das redes sociais é algo bem mais antigo que nossa famosa web. Redes sociais representa gente, interação social, troca social.

As Redes sociais surgem exatamente dessa necessidade do ser humano em compartilhar com o outro, criar laços sociais que são norteados por afinidades entre eles. Sendo assim, entendemos redes sociais como qualquer grupo que compartilhe de um interesse em comum, um ideal, preferencia, etc. Exemplos de redes sociais: Clube de futebol, igreja, sala de aula, empresa.

Quando essa interação social parte para o ambiente online, nesse momento temos as chamadas redes sociais digitais. Estas redes tem passado constantemente por uma série de evoluções ao longo do tempo, a saber:

  • ClassMates.com (1995) – Com o próposito de realizar um reencontro entre os amigos de faculdade, escola, etc, o ClassMates surgiu em meados de 1995 onde figurava como a primeira rede social na internet. Fez muito sucesso nos Estados Unidos e Canadá;
  • AOL Instant Messenger (1997) – Um dos primeiros provedores de internet, a América Online foi uma das pioneiras na categoria bate-papo;
  • Sixdegress (1997)A primeira rede social que permitiu a criação de um perfil virtual, bem como a publicação de listagem de contatos;
  • Friendster (2002) Com o conceito de círculo de amizades, essa rede encorajava laços de relacionamento entre pessoas com interesses em comum;
  • My Space (2003) – Se destacou por se mostrar uma rede social totalmente interativa, com espaços para músicas, fotos e um blog que podia ser personalizado para cada usuário;
  • LinkedIn (2003) Rede voltada para carreira profissional;
  • Orkut (2004) Com a chegada da web 2.0, essa rede foi a que mais se destacou. Criada pelo engenheiro turco e funcionário do Google chamado Orkut Büyükkokten, essa rede tinha a proposta de possibilitar aos usuários a criação de novas amizades. O Orkut teve maior sucesso no Brasil e na Índia.
  • Fundação do Facebook (2004) Fundado pelos ex-estudantes da Universidade de Harvard Mark Zuckerber, Dustin Moskovitz, Eduardo Saverin e Cris Hughes. Foi criada inicialmente somente para os estudantes de Harvard, mas foi expandindo para outros campos estudantis e somente em 2006, qualquer usuário no mundo com mais de 13 anos poderia criar o seu Facebook. É a rede que mais lidera o ranking de redes sociais no Brasil atualmente, onde em julho de 2012, aparece com 54,99% da preferência nacional em visitas. Possui cerca de 200 milhões de usuários no mundo. É a rede que mais lidera o ranking de redes sociais no Brasil atualmente, crescendo 458% desde 2011 (de 12 milhões para 67 milhões de usuários). Em números mundiais, o Facebook já passou de 1 bilhão de usuários.
  • Chegada do Twitter (2006)Criado pela Obviou Corp., essa rede foi criada com características bem diferentes das demais redes sociais, e com apenas 140 caracteres para publicação de algum conteúdo. Em 2008 foi que o Twitter se tornou a grande preferência da maioria dos brasileiros.Em 2013, a rede social completa 07 anos de fundação e contabiliza 288 milhões de usuários em números mundiais. O Brasil é hoje em dia o segundo país com o maior número de usuários em todo o mundo. Mais de 33,3 milhões de brasileiros possuem contas no Twitter, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, que contam com cerca de 108 milhões de usuários.
  • Chegada do Google+ (2011) Projeto lançado pelo Google para concorrer com o Facebook, após sucessivas frustrações. Teve um pico de 90 milhões de cadastro no primeiro mês de lançamento. Segundo a Global Web Index, a rede possui atualmente 343 milhões de usuários ativos, se consolidando como a segunda maior rede social no mundo, perdendo apenas para o Facebook, e ficando à frente do Youtube (300 milhões) e Twitter (288 milhões).

Hoje as redes sociais são utilizadas por internautas de todas as idades, e em todo mundo. Além dos milhares de internautas presentes nas redes, várias empresas estão participando desse ambiente digital. Hoje o planejamento estratégico para as redes sociais é fundamental. Inclusive a Igreja de Cristo também deve criar estratégias para utilizar essas redes com o fim de cumprir o IDE de Jesus.

Mas a pergunta que devemos responder é: O que os nossos jovens estão fazendo nesse ambiente virtual? O que postam? Será que os valores cristãos aprendidos na Bíblia Sagrada estão sendo colocados em prática também nas redes sociais?

Uma pesquisa realizada no Reino Unido pela Charisma News com 700 pessoas constatou que 64% dos cristãos usam as redes sociais para evangelizar. Quando li essa pesquisa, fiz logo a seguinte reflexão: Será que estou no grupo dos 64% ou nos 36% que não no anonimato?

Usando a linguagem do Facebook, o que estamos CURTINDO, COMENTANDO E COMPARTILHANDO, tem refletido os valores cristãos que defendemos?

 

3. Contexto Histórico e Cultural de 1 Timóteo
Agora chegamos ao foco da nossa ministração. Mas antes de refletir sobre as lições que Timóteo nos ensina somente com sua prática de vida, faremos uma contextualização histórica e cultural da época.

A carta em questão foi escrita na Macedônia (provavelmente em Filipos), cerca de 64 D.C., durante o intervalo entre o primeiro e o segundo aprisionamento de Paulo em Roma, sendo endereçada ao jovem líder Timóteo, seu filho na fé, que estava pastoreando a Igreja na cidade de Éfeso.

Éfeso era a capital e o principal centro de negócios da Ásia. Era um centro de transporte marítimo e terrestre, tão importante quanto à Antioquia (na Síria), e Alexandria (no Egito). Era uma das maiores cidades no litoral do mar Mediterrâneo, uma cidade com suas peculiaridades. Progressista, rica e idólatra. Os valores morais não eram os melhores. Praticavam-se ali torpezas e cultos a diversas divindades, sendo o principal o culto à deusa da fertilidade, a Diana dos efésios. Apesar de toda a riqueza material, Paulo encontrou ali um povo não só atolado na decadência moral, como também na cegueira e pobreza espiritual. A cidade ocupava um lugar estratégico para o comércio que, dentre outras coisas, girava em torno da manipulação do ouro.

O nível cultural que se revelava naquela cidade era excelente, destacando-se ali os estóicos e os epicureus (filósofos que contendiam com Paulo em Atenas, Atos 1:17-18). Os epicureus ensinavam que o prazer é o sumo bem dos homens. Os estóicos, ao contrário, ensinavam que o prazer nunca deve ser o motivo de nossos atos. Zenão de Cítio, o fundador dessa seita, aconselhava os seus discípulos a dominarem os seus sentimentos, para resistirem o mais possível todas as influências externas. O estoicismo alcançava um grau de insensibilidade que se assemelhava muitas vezes à dureza.

E nesse contexto estava o jovem pastor Timóteo (com 20 anos de idade), que tinha uma difícil missão, que era pastorear uma igreja numa cidade rica, mas em decadência espiritual, repleta de cristãos cegos e pobres espiritualmente. Além disso, ele tinha que lutar contra sua própria timidez e pelo fato de ser jovem (nessa época, a palavra dos anciãos tinha mais valor do que a de um jovem).

Nascido na cidade de Listra (Ásia), Timóteo era filho de uma judia crente e um pai grego (Atos 16: 1). É provável que ele e sua mãe tenham se convertido pela pregação de Paulo durante a primeira viagem missionária do apóstolo (Atos 14:21-23), quando tinha 13 anos de idade. Seis anos depois, ao retornar a Listra durante sua segunda viagem missionária, Paulo ouviu a respeito do bom testemunho dos irmãos sobre Timóteo (agora com 19 anos de idade), e decidiu levá-lo consigo para o trabalho da pregação do evangelho (Atos 16: 2-3).

Ele se tornou um aprendiz de Paulo e pastor da Igreja em Éfeso. No papel de jovem ministro, Timóteo enfrentou todos os tipos de pressões, conflitos e desafios da igreja e da cultura que estava à sua volta.

Para Timóteo era simples ser exemplo dos fiéis, porque sua vida era um testemunho vivo diante das pessoas. Além disso, para que esse jovem ministro fosse aceito diante dos anciãos, ele tinha que ter uma vida exemplar para conseguir manter sua liderança na Igreja.

Para manter um testemunho como Timóteo mantinha, era necessária uma vida sintonizada com Deus, cheia da Graça de Deus. Esse foi o segredo do sucesso desse jovem pastor.

4. Lições Aprendidas com Timóteo.
Afinal, o que esse jovem tímido poderia ensinar para uma geração tão esperta quanto a atual, que está totalmente “conectada” com o mundo virtual e domina as redes sociais?

Respondendo a questão, Timóteo não teria lições para nos ensinar a viver “conectados com o mundo virtual”, mas com certeza ele nos ensina lições importantes para que possamos viver conectados com Deus em qualquer época, geração ou “mundo”, principalmente nas redes sociais.

Para concluir essa ministração, relatamos abaixo cinco lições importantes que o jovem Timóteo nos ensina, para que vivamos Conectados com Deus. São elas.

  1. A Juventude não deve ser uma desculpa para a ineficácia;
  2. Tudo o que pensamos e falamos é resultado do nosso conteúdo interior;
  3. Um Bom testemunho fala mais do que mil palavras;
  4. Testemunho é consequência da vida que vivemos;
  5. A vida que vivemos reflete os valores que defendemos.

Que Deus continue te abençoando.

Por Linaldo Lima
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