O mal de todos os séculos

sábado, novembro 30th, 2013

Texto Bíblico: Mateus 6: 25 – 34.

Ela esteve presente no Éden, na hora da tentação da serpente (Gn 3:4-5); esteve com o povo de Israel no deserto, principalmente no caso do bezerro de ouro (Êx 32:1-4); esteve com o rei Saul, quando sacrificou no lugar do sacerdote Samuel (1Sm 13: 8-23); também esteve com Senaqueribe, rei da Assíria, quando invadiu Judá (2Rs 18: 13-37); Esteve com Nabucodonosor (rei da Babilônia) para a conquista de todos os povos; esteva sempre presente na vida dos imperadores medos, persas, romanos e gregos; esteve também com o rei Davi no caso da esposa de Urias (II Sm 11:1-27); esteve também presente na vida dos discípulos de Jesus, principalmente Tiago, João, Judas e Pedro. Ela atravessou os séculos e continuou presente na vida de pensadores, escritores, historiadores, pensadores, escultores, filósofos, sonhadores, revolucionários, governantes e outros no decorrer destes séculos. Talvez ela esteja também presente e ativa na sua vida! Sim, você mesmo que está lendo esta mensagem.

Estamos falando da ansiedade, sobre a qual refletiremos a seguir.

1. Conceito e compreensão.
A ansiedade é uma sensação (ou sentimento) decorrente de uma excitação excessiva do sistema nervoso central. Essa excitação se dá pela interpretação de uma situação de perigo, que pode ser físico ou psicológico.

Acontece que o nosso sistema nervoso central necessita de uma situação de conforto e segurança para usufruir a sensação de repouso e de bem-estar. Quando a nossa percepção faz um alerta de que a situação de conforto está em perigo, acontece o estado de ansiedade. Portanto, algumas situações como perda de status, conforto, poder econômico, de afetos, amizades, privilégios, vantagens, de vaidades e outros, são fatores suficientes para disparar o estado de ansiedade num indivíduo.

A principal característica psíquica do estado ansioso é a excitação, que é uma aceleração do pensamento, como se estivéssemos planejando uma maneira de nos livrar do perigo o mais rápido possível. “Mente acelerada é mente desequilibrada” (Ansiedade.com.br).

Numa linguagem mais popular, o que caracteriza a presença da ansiedade é a angústia, que é uma incerteza aflitiva que vai destruindo o indivíduo pouco-a-pouco. Um dos aspectos mais perturbadores da ansiedade é a preocupação com o futuro (o que vamos comer ou vestir, com quem nos casaremos, qual profissão devemos escolher, etc). Já dizia Kierkegaard que ansiedade nada mais é do que “o dia seguinte”. O capítulo da vida ainda não escrito perturba, e muito, a maioria de nós.

Desse jeito, o nosso domingo tem apreensão de segunda-feira e o indivíduo, antes de dormir, já pensa em tudo o que terá que fazer no dia seguinte. Você já deve ter passado por isso, certo? Reflitamos, pois, no que Jesus ensina sobre a ansiedade no texto em questão.

2. Não andeis ansiosos (Mt 6: 25a).
A expressão “não andeis cuidadosos…” vem do grego ‘merimnao’ que significa “dividir em partes”. A palavra sugere uma distração (preocupação) com as coisas, que causam ansiedade, estresse e pressão. Com ênfase, Jesus recomenda aos seus discípulos que não sejam ansiosos “quanto à vida… quanto ao corpo” (vs. 25b), fazendo questão de destacar que todo esse cuidado com o amanhã é desnecessário, uma vez que por mais que estejamos preocupados, não temos poder para mudar qualquer momento de nossa vida.

Em outras palavras, Jesus quis mostrar que a ansiedade afugenta a nossa confiança nEle.

 

3. Sete razões para não nos preocuparmos
No texto em questão, conseguimos enxergar pelo menos sete razões pelas quais não devemos andar preocupados. São elas:

1. Os detalhes da nossa vida podem ser confiados ao mesmo Deus que criou a vida em nós (Mt 6: 25);

2. Preocupar-se excessivamente com o futuro prejudica os esforços que nós estamos dedicando ao presente (Mt 6: 26);

3. A preocupação é mais prejudicial do que útil (Mt 6: 27);

4. Deus não ignora aqueles que dependem dEle (Mt 6: 28-30);

5. A preocupação demonstra falta de fé e de entendimento a respeito de Deus (Mt 6: 31-32);

6. A preocupação nos impede de dar atenção aos verdadeiros desafios que Deus preparou para nós (Mt 6: 33);

7. Viver um dia de cada vez evita que sejamos consumidos pela preocupação (Mt 6: 34).

 

4. Priorizando Deus (Mt 6: 33).
“Buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça” significa priorizar Deus em nossa vida, de modo que nossos pensamentos estejam voltados para sua vontade, nosso caráter seja semelhante ao de Cristo, e que sirvamos e obedeçamos a Deus em tudo.

A ansiedade é incoerente com esta prioridade porque não nos permite confiar integral e incondicionalmente em Deus.

Na expressão “as demais coisas vos serão acrescentadas”, Jesus enfatiza que depois do Reino de Deus tudo é consequência, que nos será acrescentada por priorizarmos uma vida de relacionamento direto, profundo e constante com Deus.

5. “Carpe Diem com Dio”.
O que fazemos hoje está relacionado com o que acontecerá amanhã. Vivamos, pois, o hoje de tal forma que o amanhã seja a colheita do que estamos plantando. Como já disse um autor desconhecido da internet: “O ontem é história; o amanhã é mistério; e o hoje é uma dádiva, por isso que se chama presente”. Portanto, aproveitamos o dia desfrutando da presença de Deus.

Uma vez que o nosso último “amanhã” é a vida eterna, podemos viver a cada dia sem reservas. Muitas vezes estamos tão preocupados com o futuro que deixamos de desfrutar as oportunidades que Deus nos dá no presente; buscamos tanto o que virá e falhamos em experimentar o que é.

Finalizando, devemos nos lembrar de que as sementes da colheita do amanhã são plantadas hoje. A maneira de cultivá-las é que determinará os frutos que colheremos. Então, não esquecemos de viver Cristo a cada dia. Hoje é tudo o que temos. Caso deixemos tudo para o amanhã (procrastinação), pode ser tarde demais.

Que Deus possa falar profundamente aos nossos corações.

Por Linaldo Lima
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Fontes:

. Acessado em 30/11/2013;

  • BÍBLIA de Estudo Aplicação Pessoal. Versão Almeida, Revista e Corrigida, 1995.

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