Conhecendo o Deus de Todo Poder

segunda-feira, agosto 29th, 2016

Texto Bíblico: Salmo 62:11

Num salmo cuja nota predominante é a “confiança no Senhor”, o salmista fecha seu poema com uma declaração que expressa total convicção em quem confia. Ele declara: O Poder pertence a Deus.

Como diz A.W. Pink, não poderemos ter o correto conceito de Deus, se não pensarmos nEle como onipotente, igualmente como onisciente. Porque quem não pode fazer o que quer e não realizar o que lhe agrada, não pode ser Deus.

Partindo desse princípio, também precisamos destacar que o poder de Deus é como Ele mesmo: infinito, eterno, incompreensível; não pode ser refreado, nem restringido, nem frustrado pela criatura.

Convidamos você a refletir conosco sobre algumas verdades expostas nesse salmo. Vamos lá?!

1. “Uma vez falou Deus” (62.11a).
Três coisas interessantes podemos observar nessa parte do verso:

1) A Palavra de Deus é suficienteTodas as coisas podem passar, porém a Sua palavra permanece para sempre (cf. Mt 24:35);

2) A majestade divina é destacadaNós homens podemos falar muitas vezes sem, contudo, sermos ouvidos. Deus fala somente uma vez e seu poder é ouvido em todos os limites da Sua vontade;

3) Sua autoridade imutável é vista:

a) “Quem, nos céus se compara ao SENHOR? Quem é igual ao SENHOR entre os seres celestiais? ” (Salmo 89:6);
b) “Todos os povos da terra são como nada diante dele. Ele age como bem lhe apraz com os exércitos dos anjos e com os habitantes da terra. Ninguém é capaz de se opor à sua vontade ou questioná-lo, dizendo: “Explica-te! Por que ages assim? ” (Dn 4:35 – palavra de Nabucodonosor).

2. “O poder pertence a Deus” (62.11b).
Essa afirmação do salmista não fala de um poder adquirido, tampouco do poder oriundo do conhecimento de qualquer autoridade humana. Pelo contrário, tal afirmação destaca a inerência do Poder de Deus. “O poder de Deus é como Ele mesmo, auto existente, autossustentado. O mais poderoso dos homens não pode acrescentar sequer uma sombra de poder ao Onipotente…” (C. H. Spurgeon). Com isso, já podemos destacar outra coisa importantíssima: Deus e poder são tão inseparáveis que são recíprocos.

Talvez a pergunta que possa vir a sua cabeça é: “De que forma eu posso ver o poder de Deus em ação?” Nós podemos destacar pelo menos três campos de verificação da Onipotência de Deus. São eles:

2.1. O poder na criação.
“Teus são os céus, e tua é a terra; o mundo e sua plenitude tu os fundaste. O norte e o sul tu os criaste…” (Sl 80:11-12).

Enquanto que nós, humanos, precisamos de ferramentas e materiais para executar nossas potencialidades, vale salientar que Deus começou do nada e somente pelo pronunciar de Suas palavras, todas as coisas vieram a existir (Sl 33:9; Gn 1). Quem de nós que, ao olhar para o céu à noite e contempla suas maravilhas em movimento, não se pergunta: do que foram feitos esses astros poderosos? De qual matéria foi feita a Lua? Quem criou toda essa orquestração perfeita? E o mais espantoso é saber que todas essas belezas foram produzidas sem material nenhum. Brotaram do vazio. Saíram do nada.

Como teria sido feita a junção de tudo numa estrutura primorosa, com tão magnífico acabamento, perfeita harmonia e majestosa orquestração? Um puro e simples “Haja” realizou tudo. “Haja estas coisas”, disse Deus, e nada mais. Logo, tudo se ergueu.

“Os céus foram criados mediante a palavra do SENHOR, e todos os corpos celestes, pelo sopro de sua boca” (Salmo 33:6).

2.2. Poder na preservação.
“Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando tudo o que há pela Palavra do seu poder. Depois de haver realizado a purificação dos pecados, Ele se assentou à direita da Majestade nas alturas” (Hebreus 1:3).

Todos os seres que habitam a terra, tanto o homem como o animal, morreriam se não houvesse erva para alimento; a erva murcharia e morreria se o solo não fosse refrescado com chuvas frutíferas. Pois é, queridos, o nosso Deus é denominado o Preservador de todas as coisas (Sl 36:6). Como diz o próprio autor de Hebreus, Ele sustenta “… todas as coisas, pela palavra do seu poder…” (Hb 1:3).

Tem coisa mais magnífica para exemplificar a Onipotência de Deus que o período de gestação de um bebê? Como explicar o fato de que uma criança possa viver, e por tantos meses, num alojamento apertado e estranho sem fazer referência ao poder de Deus? O Salmo 65:9 nos abre o seguinte horizonte: “Cuidaste da terra e a irrigaste, enriquecendo-a com cursos de água por Ti abastecidos; provês os grãos para alimento do ser humano, pois para isso a terra preparaste”.

Outro claro exemplo do poder de Deus é a preservação da terra, guardando-a da violência dos mares. Como é que aqueles elementos em fúria foram colocados dentro daqueles limites em que primeiro surgiram, permanecendo em seus lugares sem inundar a terra e sem destruir a parte mais baixa da criação? A condição natural da água é ficar acima da terra, por ser mais leve, bem como ficar abaixo do ar, por ser mais pesada. Quem põe restrições à qualidade natural da água? A resposta é única: Deus, o Todo-Poderoso.

2.3. Poder no governo.
Podemos tomar como exemplo os limites que Deus impõe à perversidade de Satanás, que declaradamente odeia tudo que se relacione a Deus e possui inimizade diabólica contra os homens, particularmente contra os santos. Se ele pudesse fazer o que deseja, trataria todos os homens como tratou Jó: tiraria todos os seus bens, mataria todos os seus familiares e os encheria de chagas e enfermidades terminais. Entretanto, Deus o refreia com grande poder, impede-o de realizar seus maus desejos, e lhe impõe limites dentro das Suas ordenações.

Embora não tendo mais alegria nesse mundo e deixando-o à própria sorte, seu governo pertence a Deus, que limita todas as coisas pelo Seu poder, como podemos ratificar no Salmo 93:3-4: “Levantam os rios, ó SENHOR, levantam a voz de suas águas fragorosas; levantam os rios o seu bramido. Entretanto, o SENHOR nas alturas é mais poderoso do que a força das grandes águas, do que os poderosos vagalhões do mar”.

2.4. Poder no juízo.
Um dos melhores exemplos que podemos dar é o Dilúvio. Deus abriu as janelas do céu e rompeu as fontes do abismo, e a raça humana inteira foi tragada (com exceção aos que estavam na Arca, é claro). Uma chuva de fogo e enxofre caiu do céu, e as cidades de Sodoma e Gomorra foram apagadas do mapa. O Faraó e todos os seus exércitos nada puderam fazer quando Deus fechou o Mar Vermelho, após a passagens dos hebreus.

Deus também manifestará Seu imenso poder sobre os reprovados, não apenas os aprisionando no inferno, mas também preservando seus corpos como também as suas almas em meio às chamas eternas do Lago de Fogo e Enxofre.

3. Aplicações em nosso contexto.
Que aplicações para o nosso cotidiano podemos extrair dessa reflexão? O que muda em nossa vida saber da Onipotência de Deus? Como poderemos ser cristãos e cidadãos melhores ao nos deparar com o Poder de Deus?

Pelo menos três coisas importantes podemos extrair dessa reflexão:

  1. Conhecer o Deus de poder deveria nos gerar mais temor e tremor – É um verdadeiro suicídio desconsiderar Aquele que pode nos esmagar mais facilmente do que a uma traça. Desafiá-lo abertamente, então, é o cúmulo da insanidade.
  2. Conhecer o Deus de todo poder deveria nos levar a adorá-lo Saber que cultuamos a um Deus Todo-Poderoso e perfeito em todo o Seu Ser requer de nós um culto fervoroso. Como é bom olhar em nossa volta e ver que nenhuma criatura é superior ao nosso Deus. Como é glorioso saber que prestamos culto a quem criou, preserva e sustenta todas as coisas pela força do Seu poder. Como bem disse Moisés: “Ó Senhor, quem é como tu entre os deuses? Quem é como tu, glorificado em santidade, terrível em seus feitos gloriosos, que opera maravilhas? ” (Êxodo 15:11). A Ele, pois, toda a adoração.
  3. Conhecer o Deus de todo poder deveria nos fazer confiar mais nEle – Ele é digno de toda a nossa confiança, tendo em vista que um Deus Todo-Poderoso não possui limites em seu poder. Visto que Ele é onipotente, nenhuma oração é tão difícil que Ele não possa responder, nenhuma necessidade é tão grande que Ele não possa suprir, nenhuma enfermidade é tão forte que ele não possa curar, nenhuma tentação é tão poderosa que Ele não possa nos livrar dela, nenhuma miséria é tão profunda que Ele não possa aliviar, “… o Senhor é a minha força da minha vida; de quem me recearei? ” (Salmo 27:1).

Conclusão
A fonte de originária das verdadeiras riquezas, da proteção, da ajuda e da força para qualquer tarefa, circunstância ou empreendimento, reside exclusivamente em Deus, pois Ele é o Deus Todo-Poderoso.

“Àquele que é poderoso de realizar infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou imaginamos, de acordo com o seu poder que age em nós, a Ele seja a glória na Igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, por toda a eternidade. Amém! ” (Efésios 3:20-21).

#GlóriasAoDeusOnipotente.

Por Linaldo Lima
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