A Lei da Influência na Liderança

quarta-feira, fevereiro 13th, 2013

Porque liderar consiste na arte de influenciar pessoas.

Estava analisando a lista das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2012, tradicionalmente publicada pela revista Time. Nessa lista estão três brasileiros: A presidente da República, Dilma Rousseff (2º ano consecutivo); o bilionário Eike Batista; e a presidente da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster.

A presidente Dilma Rousseff recebeu destaque por apresentar, hoje, a “mesma postura aguerrida” (Cristina Kirchner) que tinha quando lutava contra o regime militar brasileiro; já Eike Batista se destacou por usar sua influência como o sétimo homem mais rico do mundo para atrair investimentos importantes para a cidade do Rio de Janeiro; e Graça Foster recebeu destaque pela resistência e experiência, por ser eleita para o cargo máximo da Petrobrás em fevereiro de 2012, estando na empresa desde 1981, e por ter tido uma infância difícil em uma favela carioca.

Essa lista me fez refletir sobre o que leva uma pessoa a ter tanta influência sobre a vida de outras. E essa reflexão servirá de base para o nosso estudo de hoje.

lideranca-2Hoje falaremos sobre a lei da influência, como principal medida de uma liderança eficaz. As histórias de Josué, do Senhor Jesus e do apóstolo Paulo servirão de exemplos bíblicos práticos de liderança com base na lei da influência.

Pois bem, alguns dicionários afirmam que influenciar “é exercer ação psicológica, domínio ou ascendência sobre alguém ou alguma coisa suscitando-lhe modificações físicas ou intelectuais”. Sendo assim, podemos afirmar que Influência é o poder de interferência de uma pessoa sobre outra.

Liderança é a habilidade de levar pessoas a fazer de boa vontade o que você quer, por causa de sua influência pessoal. E essa influência é alicerçada em alguns fatores, tais como: Na autoridade conferida perante os liderados, no conhecimento que o líder tem de si mesmo e de seus liderados, na capacidade de motivá-los a trabalhar juntos em harmonia para alcançar um objetivo comum, caminhando na mesma direção, apesar das diferenças sociais, culturais e profissionais. Essas marcas evidenciam o caráter do verdadeiro líder e seu poder de influenciar pessoas.

“Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, estavam as multidões maravilhadas de sua doutrina; porque ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas” (Mt 7. 28-29).

1. A LEI DA INFLUÊNCIA.
Uma coisa é fato: Onde houver duas pessoas, uma deverá liderar. Onde houver um grupo, ali haverá necessidade de liderança. A figura do líder vai existir, independente das variações, e será dele a responsabilidade de guiar, orientar, representar e sustentar os liderados.

Sendo assim, influenciar se torna uma ação essencial à liderança. Porém, o líder não pode enxergar sua influência como um fim em si mesma, mas como um meio divino para o desempenho de seu ministério.

Uma liderança é eficaz quando suas ações produzem respostas efetivas na vida de outras pessoas. Nesse caso o líder exerceu influência, foi capaz de mover seus liderados. Josué viveu dois momentos distintos no exercício de sua liderança, os quais destacaremos abaixo para uma melhor compreensão.

a) Liderança desprovida de influência (Nm 14. 6 – 10).
Josué era um líder quando foi convocado para espiar a terra, porém, ainda não estava pronto para prevalecer diante da nação israelita. Ele demonstrou sua convicção num discurso entusiasta, todavia não conseguiu persuadir o povo a segui-lo. Faltava aprofundamento da sua influência, que viria mais tarde. Josué fracassou em sua primeira intervenção como líder.

b) Liderança aperfeiçoada e influente (Js 1. 1 – 9).
Josué decidiu prosseguir como líder e se desenvolver até experimentar uma crescente influência. O que lhe conferiu autoridade e aperfeiçoamento foi seu relacionamento com Moisés (Dt 31. 7; 34. 9). Com o passar do tempo, sua bagagem de experiência adquirida em ação, bem como seu caráter íntegro e paciente lhe deram credibilidade perante o povo. Dessa vez, o povo lhe respondeu positivamente: “Tudo quanto nos ordenaste faremos e aonde quer que nos enviares iremos” (Js 1. 16).

O sucesso da liderança de Josué foi fundamentado em três fatores: a tutoria de Moisés (Dt 31. 1 – 8); o tempo de aprendizado, que trouxe amadurecimento (Nm 14. 8 – 9, 38) e a vocação divina (Dt 31. 7 – 8).

“O sucesso de Josué não cresceu na mesma proporção de sua liderança; precisava de tempo para aprofundar a sua influência” (John Maxwell).

2. A LEI DA INFLUÊNCIA NO MINISTÉRIO DE JESUS (Mt 4. 18 – 20).
Encontramos todas as características de um líder eficaz na vida e ministério do Senhor Jesus. Ele foi um líder singular. Os textos que revelam o chamado dos Seus discípulos revelam a força da sua influência e a ascendência de Jesus sobre aqueles homens.

O relato de Mateus sobre o chamado de quatro discípulos não nos oferece todos os detalhes dos fatos que cercaram a vocação (Mt 4. 18 – 22), mas nos mostra que Jesus não fez uma caminhada despretensiosa e, de repente, achou aqueles homens. Jesus foi até eles. Aos nossos olhos, aqueles homens não eram as pessoas mais indicadas para integrar a equipe de trabalho de Jesus – ou eram rudes pescadores ou cobradores de impostos. Nenhum deles apresentava características de intrépido pregador do evangelho. Contudo, Jesus enxergou além das limitações de todos eles.

Jesus os influenciou de tal forma que atenderam Seu chamado imediatamente. Eles o seguiram integralmente, acolheram Seus ensinamentos e se tornaram testemunhas contínuas de Seus feitos. No decorrer da caminhada, Jesus interveio na vida daqueles homens produzindo significativas modificações no caráter de cada um.

Uma experiência importante que marca a influência de Jesus na vida daqueles homens ocorreu em Lucas 5. Mesmo depois de uma longa noite sem sucesso, mesmo com todo o conhecimento de Pedro, perito pescador, mesmo contra as evidências naturais (a hora não era oportuna para lançar as redes), o peso da autoridade e a influência que Jesus exercia sobre eles fizeram com que lhe obedecessem. “… mas sobre a tua palavra lançarei as redes” (Lc 5. 5).

Além de produzir modificações no caráter dos discípulos, Jesus cuidou de formar neles o caráter de lideres influentes. Mais à frente, o Mestre não estaria mais com eles, e seria deles a tarefa de dar continuidade àquele ministério.

Assim, homens acostumados a armar redes são apanhados na rede de Jesus e se tornam pregadores eloquentes (At 2. 14 – 36), pescadores de almas (At 2. 37 – 41), líderes influentes e respeitados. Jesus não chamou aqueles homens para que fossem apenas Seus seguidores, mas os viu guiando outros, liderando a igreja que estava por vir.

Com esse exemplo, aprendemos que todos os que são chamados para seguir Jesus devem ter consciência de que também devem influenciar outros.

3. ATITUDE POSITIVA: QUALIDADE INDISPENSÁVEL DO LIDER NA LEI DA INFLUÊNCIA (Fp 1. 12 – 18).
Ao longo da história, vemos líderes que usaram sua influência para o bem e outros que a usaram para o mal. Sendo assim, nossa influência pode ser positiva ou negativa. A escolha determina nossa visão de vida, nosso relacionamento com pessoas e, muitas vezes, é a única diferença entre o sucesso e o fracasso.

“As coisas que me aconteceram têm, antes, contribuído para o progresso do evangelho” (Fp 1. 12). Desenvolver uma atitude positiva é o primeiro passo consciente que alguém dá para se tornar um líder eficaz. Paulo nos deu exemplo de uma liderança desse tipo, pois assumia uma atitude positiva frente às mais difíceis circunstâncias que enfrentava.

“De maneira que as minhas cadeias, em Cristo, se tornaram conhecidas de toda a guarda pretoriana e de todos os demais; e a maioria dos irmãos, estimulados no Senhor por minhas algemas, ousam falar com mais desassombro a palavra de Deus” (Fp 1. 13 – 14). A atitude positiva de Paulo na prisão contribuiu para fortalecer e edificar toda a comunidade cristã. A maneira como ele via seus sofrimentos por causa do evangelho de Cristo era uma atitude altamente positiva e influenciadora sobre as igrejas por onde passava.

“Os crentes descobriram uma nova fonte de energia e são encorajados, pelo exemplo de Paulo, a falar mais ousadamente, em testemunho da palavra de Deus, isto é, a mensagem apostólica” (Filipenses – Introdução e Comentário, Ralph P. Martin, p.84).

A atitude positiva vê o que os outros não veem (Fp 1. 18). Paulo estava convicto de que seu trabalho era determinado por comissão divina e isso o ajudou a manter-se firme no seu propósito. Seu prazer e sua alegria estavam em cumprir a tarefa que lhe foi dada. Nada importava naquela circunstância, contanto que o evangelho de Cristo fosse pregado.

Para que possamos concluir este estudo, precisamos entender também que a influência é uma estrada de mão dupla: pessoas influenciam e são influenciadas. Como cristãos, devemos influenciar positivamente aqueles que estão ao nosso redor. Fomos chamados não apenas para ser simples discípulos de Cristo, mas sim para sermos pessoas capacitadas para influenciar outras.

“Vós sois o sal da terra… vós sois a luz do mundo… Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt 5. 13 – 14, 16).

A Deus toda a Glória!

Por Linaldo Lima
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BIBLIOGRAFIA

  1. RODRIGUES, Pr. Evaldo Bueno. Princípios Bíblicos de Liderança (Série Serviço Cristão). 1ª Ed. São Paulo, Cristã Evangélica, 2011.B
  2. VEJA.abril.com.br. Dilma, Eike e Graça Foster estão entre os 100 mais influentes do mundo. Artigo disponível na internet via WWW, através da URL: http://veja.abril.com.br/noticia/economia/dilma-eike-e-graca-foster-estao-entre-os-100-mais-influentes-da-revista-time.
  3. DICIO.com.br. Influência. Artigo disponível na internet via WWW, através da URL: http://www.dicio.com.br/influencia.
  4. BÍBLIA de Estudo Aplicação Pessoal. Versão Almeida, Revista e Corrigida. 1995

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