Texto Bíblico: Jeremias 18.1-10
INTRODUÇÃO
- Os capítulos 16 e 17 de Jeremias predizem o cativeiro e retorno de Israel da Babilônia;
- Os motivos do cativeiro:
- Idolatria – “vossos pais me abandonaram…” (Jr. 16.11a);
- Desobediência – “…e a mim me deixaram, e a minha Lei não guardaram.” (Jr 16.11b);
- Obstinação – “Cada um de vós anda após o propósito do seu malvado coração, para não dar ouvidos a mim.” (Jr 16.12);
- O termo “Assim diz o Senhor” foi usado pelo profeta para anunciar os decretos de Deus ao povo em público;
- Em suma, os capítulos 16 e 17 são anunciados ao povo, enquanto que o início do capítulo 18.1-12 são apresentados por Deus diretamente a Jeremias, como uma aplicação dos caps. 16 e 17;
- Deus usa a alegoria do “vaso do oleiro” para ensinar verdades do povo a Jeremias.
1. O Vaso quebrou (Jr. 18.4a).
O termo hebraico para “quebrou” é traduzido por “apodrecido” – O pecado nos deixa podres e imundos diante de Deus. A idéia é a de que o vaso quebrou nas mãos do oleiro porque já estava podre e não teve mais resistência ao toque do oleiro.
O oleiro era a única pessoa capaz de refazer o vaso quebrado. E o que aconteceu quando o vaso quebrou?
2. Fez um vaso novo (Jr. 18.4b).
O novo vaso foi feito a partir do vaso quebrado, criado de acordo com a vontade do oleiro. O oleiro deu nova forma e novo fim ao vaso recriado. Por quê somente o oleiro pôde fazer isso?
3. Porque o oleiro tem o controle de tudo (Jr. 18.6).
Deus tem o comando de tudo. Ele é o Deus Todo-Poderoso que criou, administra e sustenta de todas as coisas. Diante de tanta grandeza, qual a importância e tamanho do homem frente a Deus? Claro que nenhuma!
O oleiro tem total domínio sobre o vaso. Esta é a mensagem descrita de forma tão viva perante Jeremias, enquanto observava como o oleiro refazia um vaso a partir dos restos de um antigo que não havia tomado a forma desejada.
Os israelitas chegaram a convicção de que, por terem sido escolhidos em Abraão, Deus tinha a obrigação de protege-los, independente da forma que estavam se comportando. Entretanto, a desobediência deles fizera com que Deus desejasse começar de novo.
4. Aplicando o decreto ao Povo (Jr. 18.7-12).
Deus aplica o ensinamento do “vaso e oleiro” para Jeremias, destacando que o arrependimento dos judeus seria o caminho para a sua restauração como povo (vs 7 e 8). Em caso de permanência na desobediência, o vaso quebrado permanecerá em ruínas, desta feita abandonado pelo oleiro (vs. 9-10).
O recado para o povo foi claro e objetivo: “Convertei-vos, e cada um de vós melhorai os vossos caminhos” (v. 11). Mas a resposta do povo só comprovou o decreto de Deus: “Continuaremos andando segundo o propósito do nosso coração” (v. 12). Resultado: Cativeiro na Babilônia!
5. APLICAÇÕES PRÁTICAS:
- O Barro não tem valor.
- O barro é a matéria prima do oleiro; mas, na história da humanidade, não temos relato de povos e reinos guerrearem barro;
- Geralmente há muita briga por causa de ouro, prata, petróleo e outras riquezas naturais…Mas barro? Barro não tem valor algum;
- Há muitas pessoas que pensam ser melhores do que as outras, mas não conseguem enxergar como somos apenas barro;
- Isaías 64.8: Mas tu, Senhor Deus, és o nosso Pai; nós somos barro, tu és o oleiro, todos nós fomos feitos por ti”.
- O barro não tem vontade própria. Como barro, estamos entregues nas mãos do oleiro, que faz o que quiser de nós porque Ele tem o domínio sobre a matéria prima. O Oleiro está no controle de tudo. Ele tem o domínio sobre o vaso e todas as circunstâncias. É dele a iniciativa sobre o vaso;
- O melhor lugar para o vaso quebrar é nas mãos do oleiro. O Oleiro é o único que consegue pegar o barro tão insignificante e transformá-lo em um objeto de apreciação (cf. Is 64.8).
- Não há impureza que resista ao toque do Oleiro.
- Deus é puro e santo;
- O Santo quando toca no impuro, desfaz a impureza e o faz nova criatura;
- A melhor resposta que o homem pode dar a Deus é se rendendo em arrependimento para ser transformado em um vaso novo.1
CONCLUSÃO
Que as nossas vidas, sonhos e projetos sejam totalmente entregues nas mãos de Deus, nosso Oleiro, para que experimentemos sua boa, perfeita e agradável vontade (Rm 12.1)
Que Deus nos abençoe!
Por Linaldo Lima
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