Entre a desculpa e o perdão

segunda-feira, novembro 18th, 2013

Texto Bíblico: Mateus 18: 21 – 35.

entre-a-desculpa-e-o-perdaoNuma das cenas de um filme (não nos recordamos do título), uma mulher pede perdão a um grupo de pessoas as quais ela havia machucado. Até aí tudo normal. Mas o que nos chamou a atenção foi o fato dela deixar bem claro de que estava pedindo perdão, em vez de pedir desculpa. Depois disso, essa cena não saiu mais da nossa mente, fazendo-nos refletir bastante sobre a diferença entre essas duas palavras, principalmente sobre as seguintes questões:

Será que existe alguma diferença entre desculpa e perdão, já que são sinônimos?

Por que a Bíblia não fala de “desculpa”?

Quando devemos pedir “desculpa” ou “perdão”?

Pesquisando na internet, encontramos alguns artigos interessantes que se tornaram base para este artigo, cujas fontes disponibilizaremos no final de nossa reflexão.

Pois bem, vamos ao trabalho!

1. Desculpando o ato… Falhando de fato!
As definições que mais nos chamaram a atenção sobre a desculpa estão no dicionário Michaelis, as quais são: (1) Absolvição ou exoneração; (2) Alegação atenuante ou justificativa de culpa. Ao pedir desculpas, o indivíduo está pedindo para ser absolvido de uma eventual culpa, alegando motivos justificáveis para ter cometido tal ato. Sendo assim, teremos uma inversão de valores: Em vez de julgarmos o culpado, julgaremos as causas que geraram a sua culpa (ex.: matar em defesa própria, roubar comida para não morrer de fome). Assim, um ato falho sem culpa precisa de desculpa, e não de perdão.

Em suma, a desculpa somente é válida quando existe um culpado. O problema é justamente fazer com que o indivíduo enxergue a sua culpa, uma vez que é impossível desculpar alguém que não se sente culpado. Infelizmente, grande parte das pessoas, hoje, vive dando desculpas baseadas em justificativas mentirosas, para não se sentirem culpadas.

Quando DESCULPAMOS alguém, estamos nos preocupando somente com a culpa, o fato ou a atitude, esquecendo-nos do principal: A PESSOA CULPADA.

2. A Essência do Perdão.
O Houaiss define perdão como “ato pelo qual uma pessoa é desobrigada de cumprir o que era de seu dever ou obrigação por quem competia exigi-lo; remissão (resgate) de uma falta ou ofensa”. A palavra Perdoar vem do latim ‘perdonare’, que significa “deixar de querer mal a alguém responsável por um ato desagradável, hostil, que o prejudicou ou fez sofrer, renunciando à aplicação de um castigo ou punição.

Portanto, o perdão não isenta o indivíduo da culpa, mas redime (resgata) o culpado, amando-o sobre tudo. O melhor exemplo que podemos usar é o do Filho Pródigo (Lucas 15), que reconheceu suas culpas, pediu o perdão de seu pai, e foi aceito porque, independente de qualquer coisa, seu pai o ama. Imaginemos também os pais que tem um filho drogado ou ladrão. Eles sabem que seu filho tem culpa, mas mesmo assim eles sempre o perdoam.

O perdão, portanto, aproxima o culpado da pessoa prejudicada, e cria um vínculo de amor e misericórdia. O perdão não guarda rancor ou mágoas, pois é baseado no amor (1Co 13: 4 – 5).

Concluindo e resumindo tudo o que discorremos acima: temos que aprender a amar incondicionalmente, sem medo de errar ou de se entregar totalmente a um relacionamento com medo de nos ferir. Porque desculpar, é tirar a culpa; já perdoar, significa amar ao culpado.

“No amor não há medo; pelo contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor” (1 João 4: 18).

A Deus toda a glória.

Fontes:

Por Linaldo Lima
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