Uma exposição bíblica do texto de Gênesis 8: 1-22.
Por Linaldo Lima[1]
O capítulo 8 de Gênesis nos conduz do auge do juízo para o início da restauração. Depois de quarenta dias de chuva, meses de águas dominando a terra e uma humanidade praticamente dizimada, surge uma pergunta inevitável: Como será o mundo depois do juízo de Deus?
Gênesis 8 responde essa pergunta mostrando que, embora o pecado continue presente no coração humano, Deus escolhe sustentar o mundo pela Sua graça, preservando a criação para o cumprimento do Seu plano redentor.
Gênesis 8 responde essa pergunta mostrando que, embora o pecado continue presente no coração humano, Deus escolhe sustentar o mundo pela Sua graça, preservando a criação para o cumprimento do Seu plano redentor. Este capítulo não fala apenas do passado; ele explica por que o mundo ainda existe hoje. Vejamos!
1- Deus se lembra do seu servo (Gn 8.1-5, KJA).
“Deus lembrou-se então de Noé…” “Lembrar-se”, no texto original, não indica esquecimento, mas uma ação deliberada baseada na aliança. O mesmo Deus que julgou é o Deus que preserva. O vento enviado por Deus ecoa Gênesis 1: Deus está reordenando o caos. Aqui temos uma verdade central: O juízo nunca anula a fidelidade de Deus às Suas promessas.
2- Deus “testa” o novo começo (Gn 8.6-14, KJA).
O corvo vai e volta — símbolo de impaciência. A pomba retorna até que encontra descanso — símbolo de sensibilidade espiritual. Mas Noé espera pela palavra de Deus, não apenas pelos sinais externos. Ou seja, nem toda oportunidade visível é uma autorização divina.
3- Deus renova o mandato da vida (Gn 8.15-19, KJA).
Noé só sai da arca quando Deus ordena. A nova humanidade nasce submissa à voz de Deus. O mandato de frutificar é reafirmado: a vida continua sob governo divino. Aqui aprendemos que recomeços verdadeiros começam com obediência.
4- Deus se agrada do sacrifício (Gn 8.20-21).
O primeiro ato de Noé fora da arca foi adorar, não construir, plantar ou celebrar. O “cheiro suave” aponta para aceitação graciosa, não necessidade divina. Deus reconhece que o coração humano continua inclinado ao mal — e mesmo assim decide preservar.
Com isso, aprendemos que a graça de Deus não é resposta à mudança do homem, mas decisão soberana do próprio Deus.
5- Deus estabelece a promessa da estabilidade (Gn 8.22).
“Enquanto durar a terra, semeadura e colheira, frio e calor, verão e inverno, dia e noite, jamais cessarão seus ciclos naturais.” Aqui Deus estabelece regularidade, não caos. Mas a promessa é limitada: “enquanto durar a terra”; os ciclos naturais são expressão da providência contínua de Deus.
O mundo continua não porque o homem melhorou, mas porque Deus decidiu ser gracioso.
Conclusão
Gênesis 8 nos ensina que o juízo não foi a última palavra. A última palavra é graça, fidelidade e promessa. Enquanto houver dia e noite, frio e calor, sementeira e colheita, Deus está dizendo à humanidade: “Meu plano continua. Minha graça sustenta. Minha redenção avança.”
E essa promessa encontra seu cumprimento final em Cristo, aquele que entrou no juízo para garantir um novo céu e nova terra, onde não haverá mais dilúvio, nem pecado, nem morte — apenas a glória eterna de Deus.
Que Deus nos abençoe!
[1] Pastor auxiliar da Igreja Batista Missionária El-Shaday. Casado com Macrina Lima e pai de Letícia Lima. É Bacharel em Teologia pelo Seminário Teológico Batista Nacional (SETEBAN-PE). Bacharel em Administração de Empresas pelo Centro Universitário Maurício de Nassau (UniNassau). Pós-Graduado em Pregação Expositiva pelo Seminário Teológico Batista Nacional de Pernambuco (SETEBAN-PE) e atualmente é Mestrando em Estudos Históricos-Teológicos pelo Centro Presbiteriano Andrew Jumper (CPAJ).

Uma explicação maravilhosa pra glória de Deus,