A Importância da Lei da Ligação para a Liderança.

quarta-feira, abril 10th, 2013

Texto-Base: 1 Reis 12: 1 – 15.

lideranca-relacionamentosDurante a sua vida, que conselho você deveria ter ouvido e não ouviu? E qual você ouviu que valeu a pena?

Pois bem, nosso estudo já começa com essas perguntas reflexivas pois o personagem principal do texto bíblico acima foi um homem que não soube filtrar e escolher a quem dar ouvidos. O rei Roboão errou por desconsiderar um princípio elementar para o bom exercício da liderança: a lei da ligação.

Roboão é um dos exemplos de pessoas que “tinham tudo pra dar certo”, principalmente se considerarmos que ele teve o privilégio de suceder dois prósperos reis, seu avô Davi e seu pai Salomão. Ele tinha dois excelentes ícones para se espelhar. Além disso, Roboão dispunha dos conselhos dos anciãos que serviram a seu pai. Entretanto, sua inexperiência e presunção prevaleceram e o levaram ao fracasso, que resultou na divisão do reino de Israel.

1. A Lei da ligação: Líderes devem tocar o coração (1Rs 12: 1 – 24).
Segundo Maxwell (2007), existem leis estabelecidas por Deus para regular as relações entre líderes e liderados. E o objetivo da lei da ligação é desenvolver relacionamentos saudáveis entre as duas partes.

Tudo começa com o líder que precisa compreender seus seguidores e ter relação estreita com todos a fim de conhecer e prover suas carências e anseios. A lei da ligação, portanto, trata do entrosamento perfeito que deve haver entre líder e liderados. Mas, para que o entrosamento aconteça, o líder precisa tomar a iniciativa de ligar-se profundamente aos seus seguidores com o fim de ganhar-lhes a confiança. Quanto mais próximos, maior a sinergia entre eles, o que lhes permite dar o melhor de si em favor uns dos outros e dos fins propostos.

Essa lei está diretamente ligada ao foco do líder. Quando a sua visão contempla as realizações e aspirações de seus seguidores, causando impacto na vida destes e levando-os ao total envolvimento em sua liderança.

Sendo assim, podemos concluir que essência da lei da ligação à liderança porque está na manutenção de relacionamentos profundos. Os liderados precisam ver o interesse do líder por eles. Na prática, significa dizer que é de suma importância, para o líder, desenvolver boa amizade com seus liderados, deixando claro seu apoio e prestígio a cada um.

Roboão demonstrou desprezo à lei da ligação, uma vez que não soube desenvolver um relacionamento de qualidade com o povo. Mesmo sucedendo a dois reis reconhecidamente usados por Deus, ele não seguiu os passos deles, mas pelo contrário cometeu alguns erros que estão registrados no texto bíblico, os quais foram:

    1. Foi insensível para com a opressão do povo. Ele não teve olhos para ver “a dura servidão” e o “pesado jugo” que recaía sobre o povo (v. 4). Tudo leva a crê a manutenção das grandiosas obras deixadas por Salomão exigia uma pesada carga tributária da população;
    2. Desprezou os conselhos de quem sabia mais do que ele (vs. 7 – 8);
    3. Deu ouvido a quem não devia (vs. 10 – 11);
    4. Respondeu muito mal ao povo, revelando estupidez e arrogância (vs. 13 – 14);
    5. Desconheceu a ação divina contra si, em juízo pelo pecado (v. 15).

Seu desastre revelou seu estilo de liderança: “o uso da força” em oposição ao estilo diplomático, que deveria ser herdado de seu pai. O resultado foi catastrófico: a divisão do reino de Israel.

2. O Exemplo de Jesus (Jo 4: 7 – 26).
Diferentemente de Roboão, Jesus deu ênfase aos relacionamentos em seu ministério. Na passagem bíblica referenciada acima é notável a forma empregada por Ele para criar laços com a mulher samaritana. Jesus rompeu alguns paradigmas, tais como: raça (judeus x samaritanos), sexo (homem x mulher), moral (ela tinha uma péssima reputação x Ele era inatacável).

Vejamos alguns exemplos dados por Jesus na interação com a mulher samaritana:

(1) Notou a presença da mulher e tomou a iniciativa de dialogar (vs. 7-8). Jesus lhe deu atenção, mesmo correndo o risco de ser incompreendido (cf. Lc 5: 31 – 32);

(2) Ouviu e firmou vínculos (vs. 9 – 10). Jesus aproveitou o diálogo para gerar laços comuns. Ele utilizou um método interessante, que foi do conhecido ao desconhecido, objetivando resgatar a vida daquela mulher.

(3) Despertou o interesse da mulher (vs. 11 – 15). Ele usou a Sua sede para construir uma ponte com a mulher samaritana.

(4) Não se precipitou em condenar (vs. 16 – 18). Sabedor da vida moral irregular daquela mulher, não bateu de frente com os pecados dela, mas lhe deu a chance de restauração.

(5) Atingiu o ponto central (vs. 19 – 24). Jesus fez a mulher reconhecer seus pecados e que Ele era o único meio de salvação. No final da conversa, a mulher samaritana terminou transformada, recebendo Jesus como seu Salvador e se tornou uma discípula operante.

3. O Combustível da Lei da Ligação (Cl 3: 18 – 4: 6).
Relacionamentos estão para a liderança como ar está para a vida: são inseparáveis. Por isso, para ter êxito em sua missão, é imprescindível que todo líder tenha facilidade para desenvolver relacionamentos frutíferos, em especial com os liderados.

Com essa característica, o líder abre as portas para vínculos profundos, e estes ensejam uma colaboração produtiva de seus subordinados.

Em sua carta à igreja de Colossos, Paulo expressa vários conselhos úteis para uma vida cristã vitoriosa, entre elas a distinção de papéis de líderes e liderados. O apóstolo destacou os seguintes relacionamentos:

    1. Na vida do lar (Cl 3: 18 – 21) – Quando somos bem-sucedidos em “casa”, ganhamos credibilidade para ocupar postos de liderança na “rua”;
    2. Entre os colegas (Cl 3: 22 – 4: 4) – Exige-se de cada parte uma conduta digna do evangelho, em razão de ambos serem mordomos de Cristo;
    3. Com os de fora (Cl 4: 5 – 6) – Os crentes são encorajados a ter uma conduta digna e sábia com o fim de ganhar o respeito dos não-cristãos (At 2: 47).

Como conclusão desse estudo, enfatizamos que os relacionamentos são fundamentais para o crescimento pessoal tanto do líder quanto de seus liderados. A lei da ligação enfatiza que o líder ganha eficiência ao doar tempo, talentos e dons para seus subordinados, pois estes retribuem se dando mais ao seu líder.

Que Deus continue te abençoando.

Por Linaldo Lima
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REFERÊNCIAS:

  1. SOUZA, Pr. Abimael de. Princípios Bíblicos de Liderança (Série Serviço Cristão) – ‘A Lei da Ligação – Convivência. 1ª Ed. São Paulo, Cristã Evangélica, 2011.
  2. MAXWELL, John C. As 21 irrefutáveis leis da liderança: uma receita comprovada para desenvolver o líder que existe em você. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2007.
  3. BÍBLIA de Estudo Aplicação Pessoal. Versão Almeida, Revista e Corrigida, 1995.
  4. BÍBLIA Devocional de Estudo. Versão Almeida, Revista e Corrigida com referências, 1997.

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